Pequi

Arca do Gosto // Fruta fresca, desidratada, castanhas e derivados // Hortaliças e conservas vegetais // Óleos e gorduras vegetais

Pequi, piqui, piquiá-bravo, pequiá, piqui-do-cerrado, jiquiá, piquirana // Caryocar brasiliense Camb

O pequizeiro (Caryocar brasiliense Camb) é uma árvore nativa do Cerrado brasileiro medindo até 10 m de altura de troncos tortuosos e casca áspera e rugosa. O fruto, do tamanho de uma pequena laranja, está maduro quando sua casca verde-amarelada, amolece. Entre janeiro e abril, época da frutificação, o ar da região e das cozinhas do Cerrado recende ao perfume desprendido pelo pequi. Cada planta fornece em média 6 mil frutos ao ano. Partida a casca, encontram-se, em cada fruto de uma até quatro amêndoas tenras envoltas por uma polpa amarela, branca ou rósea, o verdadeiro atrativo da planta. A polpa de coloração amarelo-intensa envolve um caroço duro formado por grande quantidade de minúsculos e finos espinhos com os quais deve-se ter cuidado ao mastigá-lo para chupar a polpa.

O pequizeiro é uma planta comum do Cerrado brasileiro, distribuído pelos estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. É uma frutífera de grande importância na região norte de Minas Gerais, onde o extrativismo de seus frutos é de grande relevância para a alimentação do sertanejo, além de ser uma importante fonte de renda. O desenvolvimento das mudas é lento e a fragmentação das áreas do Cerrado, principalmente pelo plantio da soja e eucalipto, bem como pelo extrativismo intensivo, colocam em risco a conservação do pequizeiro e de toda a flora e fauna nativa deste bioma.

Altamente calórico, além do sabor perfumado e único que faz com que seja usado como ingrediente e condimento no preparo de vários pratos, a polpa do pequi contém uma boa quantidade de óleo comestível (cerca de 60%) e é rico em vitamina A e proteínas. Desta forma, é  também importante elemento na complementação alimentar e na nutrição de toda uma população. A amêndoa do pequi, pela alta porcentagem de óleo que contém e por suas características químicas, pode ser também utilizada com vantagem na indústria cosmética para a produção de sabonetes e cremes.

Seus apreciadores acreditam que a melhor forma de consumi-lo é in natura, assim que maduros. No entanto, o pequi pode ser transformado em conserva, óleo, licor, doce ou ser congelado, caracterizando-o como uma importante fonte de renda para as comunidades do cerrado. A polpa de pequi em conserva é comercializada em potes de vidro e baldes plásticos, caracterizando-se por fatias de polpa imersas em solução salina com acidulante ácido cítrico, submetidas ainda a um processo de pasteurização. O óleo de pequi é obtido por processo artesanal de extração, por despolpamento do fruto cozido e posterior separação óleo/polpa por imersão em água refrigerada. É o processo utilizado pelas comunidades tradicionais da região, que se utilizam do óleo principalmente para consumo doméstico, como alimento (óleo de fritura ou azeite) e como fitoterápico.

O pequi caracteriza os pratos da culinária regional, sendo muito apreciado para uso nos preparos de arroz, frango e feijão, conferindo um gosto adocicado aos mesmos.

Nome e endereço de contatos relevantes com os produtores:

Cooperativa Grande Sertão
Rua H. Andersen, 400
Distrito Industrial, Montes Claros – MG – CEP 39404-005
Telefone: +55 (38) 3223 2285
[email protected]

COOPERJAP
Av. Brasília de Minas, 275
Japonvar – MG – CEP 39335-000
Telefone: +55 (38) 3231 3137/ 3231 9307
[email protected]

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