Manifesto Rede Slow Food Brasil – 17 de abril pela democracia

O Slow Food é um movimento global, político, autônomo e suprapartidário. Defende o acesso para todos a um alimento bom, limpo e justo. O bom se refere ao sabor e ao prazer, à qualidade do que se come, relacionada a como se produz e se consome. O limpo diz respeito a uma produção sustentável, sem degradar os recursos naturais e sem deixar resíduos de agrotóxicos nos alimentos. O justo se refere à justiça social, ao respeito cultural das produções e produtores e a justa remuneração do seu trabalho. Desde as suas origens, o Slow Food promove o convívio entre pessoas e comunidades, a diversidade cultural e ambiental, a justiça e o bem comum. Com essa missão, o Slow Food agregou milhares de pessoas, grupos e, comunidades em todo o mundo e se estruturou como uma Associação Internacional que apóia e coordena ações, projetos e encontros. A base do movimento hoje é uma rede diversa que envolve comunidades de produtores, cozinheiras e cozinheiros, jovens, acadêmicos, técnicos e outros ativistas e profissionais ligados aos princípios e às nossas causas do Movimento, a Rede Terra Madre. No País, o Slow Food está organizado como “Rede Slow Food Brasil”, composta grupos locais (convívios), comunidades do alimento e grupos temáticos de trabalho e com a responsabilidade de defender e valorizar a imensa sociobiodiversidade do nosso território, dos nossos ecossistemas, das nossas comunidades tradicionais, rurais e locais.

Alimento é o nosso cerne, nosso campo, nossa escolha. Uma escolha política, afinal somos aquilo que comemos e comer é um ato político. Assim, nossa luta é pela segurança alimentar e nutricional, em especial dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e em uma agricultura que respeita a biodiversidade local. Por isto, nesse momento de profunda crise política a institucional brasileira, viemos nos manifestar nos posicionamos firmemente EM FAVOR DA DEMOCRACIA e DA LEGALIDADE diante da atual conjuntura política do Brasil. Nos manifestamos também em repúdio ódio e à intolerância à diversidade de pensamento,  ideológica e de classes que alimentados pela grande mídia vem criando um ambiente político perigoso à democracia e ao Estado de Direito, gerando violência simbólica e física. Somos pelas pontes e não pelos muros.

Este clima de conflagração torna-se cada dia mais perigoso para a nossa frágil democracia quando a ilegalidade e a quebra de preceitos do Estado Democrático de Direito, passam a ser efetuados por agentes do próprio Estado. Defendemos o combate à corrupção, mas como respeito à legalidade democrática, a livre manifestação de idéias e posições, o direito a diversidade e, principalmente, a manifestação da vontade popular expressa nas urnas, condições primeira e principal de um regime democrático e essa vontade hoje, 17 de Abril de 2016, está sendo colocada em questão.

Assim, conclamamos a todos os brasileiros à luta pela defesa da Constituição Federal, aos direitos fundamentais, à vida, ao trabalho, à terra, a soberania nacional e o direito ao acesso a alimentos “bons, limpos e justos”.  

 

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