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O papel fundamental da África no sistema alimentar global, segundo o Slow Food

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Em termos das falhas do atual sistema alimentar, cada região geográfica enfrenta diferentes problemas atribuídos aos processos de produção e distribuição dos alimentos. Por esta razão, o Slow Food assume uma abordagem local com suas atividades educativas e projetos. Por exemplo, nos países industrializados, o foco do Slow Food é a redução do desperdício nos hábitos dos consumidores, apresentando formas mais saudáveis de se alimentar, conscientizando sobre os benefícios dos alimentos locais para o meio ambiente e para a sociedade e promovendo e protegendo os produtos tradicionais. Para o continente africano, ao contrário, os problemas mais graves são bem diferentes: refletem as consequências de um sistema alimentar injusto. Em muitos casos, as comunidades lutam para combater a fome e pelo direito ao alimento. Através de diversas iniciativas, o Slow Food apoia ativamente as comunidades africanas para ajudá-las a mudar a situação atual. Estas iniciativas incluem o Projeto das Mil Hortas na África, as Fortalezas Slow Food, os mercados de produtores e a campanha contra a grilagem de terras. Tais projetos têm o potencial não apenas de melhorar a qualidade de vida, mas também de garantir a sobrevivência das comunidades locais. Para maiores informações sobre o nosso enfoque na África, leia o documento: O papel central do alimento, o papel central da África.

A edição deste ano do Salone del Gusto e Terra Madre terá a participação de aproximadamente 450 delegados do Terra Madre de 48 países africanos. Durante o evento de 2014, as seguintes conferências, Laboratórios do Gosto e produtos serão relacionados à África:

 

Produtos das Fortalezas:

No Salone del Gusto, estarão presentes 30 produtos das Fortalezas africanas. Queijos, raças animais, vegetais, sucos de fruta, cereais e muito mais, a representar a biodiversidade e o alimento bom, limpo e justo de 15 países do continente africano. Entre eles, haverá alguns produtos “debutantes”: o mel de Ogiek do Quênia (um produto típico, realizado pelas comunidades indígenas da Floresta Mau) e os queijos sul-africanos de leite cru (de inspiração europeia, mas adaptados ao clima subtropical da África do Sul). Haverá também especiarias (algumas do Marrocos como o açafrão de Taliouine ou o cominho de Alnif), café (como por exemplo o café selvagem da Floresta de Harenna, na Etiópia, ou o café da Ilha do Ibo, cultivado, em hortas familiares, no arquipélago das Quirimbas, em Moçambique) ou produtos como a Noz de Cola de Kenema (a empresa artesanal italiana Baladin processa as nozes de cola da Serra Leoa, produzindo uma bebida natural) ou o óleo de palma selvagem da Guiné Bissau (a Fortaleza deseja preservar as florestas de palmeiras de uma deflorestação devastadora).

Conferências:

10.000 Hortas para o Futuro da África (Quinta-feira, 23 de outubro)

Por que o Slow Food está ajudando a cultivar hortas na África? Porque as hortas administradas por uma família, escola ou comunidade podem garantir segurança alimentar, proteção da biodiversidade e defesa da cultura. O apoio à agricultura de pequena escala na África pode oferecer ferramentas para que as comunidades carentes possam construir o próprio futuro.

As hortas, segundo o Slow Food (Quinta-feira, 23 de outubro)

Produtores de Sal Slow na Mauritânia  (Sexta-feira, 24 de outubro)

A Arca do Gosto Desembarca na África (Sábado, 25 de outubro)

Uma apresentação e degustação de produtos fascinantes e únicos da Arca do Gosto, dos países do Magreb e da África subsaariana, como África do Sul e Madagascar.

A Arca de Sabores a Salvar (Sábado, 25 de outubro)

Agricultura Familiar Contra Fome e Pobreza (Sexta-feira, 24 de outubro)

Dois Laboratórios do Gosto sobre café:

A produção de café é um tema importante quando se fala de sistema alimentar da África, o segundo continente produtor de café depois da América Latina. A produção de café no mundo, contudo, é submetida às injustiças do sistema alimentar global, com produtores muitas vezes sujeitos a péssimas condições de trabalho resultantes da pressão econômica e exploração dos países ocidentais. Por isso, o Slow Food, com as comunidades do alimento e as Fortalezas Slow Food, apoia a produção de tipos tradicionais de café, tentando garantir um preço justo para os produtores, assegurando a sua subsistência. O Salone del Gusto dará a oportunidade de descobrir cafés bons, limpos e justos de diversos países:

Café Kafa da Etiópia, o primeiro café da história. Uma Viagem Sensorial às Origens do Café (Quarta-feira, 23 de outubro)

A história do café através do gosto: uma viagem pelo caminho do grão de café, começando no coração da Etiópia, onde tudo teve início.

Cafés das Fortalezas Slow Food  (Quinta-feira, 23 de outubro)

Enrico Meschini guiará os participantes na descoberta dos cafés das Fortalezas. Da variedade selvagem da floresta de Harenna, na Etiópia, e do café quase esquecido da ilha do Ibo, em Moçambique, aos cafés da América Central e da África.

Além disto, no estande do Slow Food no Oval, será possível descobrir a biodiversidade das Fortalezas de café de Etiópia, Moçambique, Guatemala e Honduras.

O Salone del Gusto também é uma oportunidade para investigar o mundo do cuscuz, com o Laboratório do Gosto:

A Biodiversidade do Cuscuz no Noroeste da África (Quinta-feira, 23 de outubro)

Descobrindo a Fortaleza do cuscuz salgado de painço da ilha de Fadiouth (Senegal) e as variações da Tunísia: as antigas variedades de trigo de Lansarin e Gaffaya, a variedade Mahmoudi, da região norte, e a cevada de Sfax, do litoral leste, com polvo e harissa.

>> Saiba mais sobre o Salone del Gusto

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