
No Assentamento 2 de Maio, em Tamboril, Laísse, que já atuou como extensionista, promove a produção agroecológica para o fortalecimento da agricultura familiar. Num sistema produtivo que integra galinhas, frutíferas, hortaliças e medicinais, se identificou a oportunidade de melhorar a produtividade para a venda do excedente.
A produção conta com a força de trabalho familiar, garantindo também a sucessão rural e o engajamento da juventude na atividade agrícola. Este quintal produtivo é um espaço de valorização de saberes locais e troca de experiências, contribuindo com a troca de conhecimentos e informações do assentamento em que se localiza.
Com o planejamento produtivo e de manejo, se obtem alimentos ao longo de todo o ano e a família tem assim garantido a base de sua alimentação e o excedente de alimentos vai para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio de cooperativa local. O escoamento deste e outros alimentos vão para além das políticas públicas, para feiras livres e venda direta.
É nesse contexto que surge o cultivo do cheiro-verde, que promove um complemento da renda familiar, permitindo também o acesso à alimentação saudável. O cheiro-verde é voltado para abastecimento familiar e comunitário, e tem boa aceitação, motivando a expansão deste cultivo, que hoje conta com três canteiros.
Com foco na produção agroecológica, se utiliza água de poço profundo e, para adubação, estercos de ovinos e caprinos da vizinhança, além de composto, cinzas e cascas de ovos são aproveitados, integrando com outras atividades produtivas do quintal produtivo como da comunidade. O acesso à terra pela reforma agrária permite a formação política permanente, organizando intercâmbio de saberes entre camponeses, o que permite o cuidado com a terra e garante a produção de qualidade, reflexo do protagonismo feminino na produção rural, gerando renda e engajando os jovens nas atividades agrícolas por meio da agroecologia.













